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Ao fim da viagem, marca a tua presença no livro de visitas
do Castelo!
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Há que debulhar o trigo
pois enobrece as mãos...
Há que preservar o amigo
como quem defende a alma...
Há que estabelecer o senso
pois sómente o senso acalma.
Há que valorizar o sentimento,
subjugando a tecnologia,
pra que não nos cause tormento
sendo ela a nossa cria
Há que beneficiar as estrelas
em prejuizo da negra fumaça
Há que valorizar o parágrafo
contra a palavra amontoada
Há que valorizar o espaço
contra a lógica do ghetto
Há que lutar pela crença
de que não somos só massa.
Há que cultivar o respeito
semeado ao lado da graça
Há que permitir o desejo
como quem aprecia a beleza
Há que reflectir sobre o saber
de que não existe a certeza
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O Vento, além das palavras e sons, sempre traz a Nuvem...
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Brisa de verão
A brisa morna do verão na face e o sonho sôlto onde
navego envolto por muitos sonhos e loucos desejos...
O sol que brilha por sobre as torres
que altaneiras despontam nas dunas,
trazem-me o calor e o teu corpo fresco.
Por quantas tardes eu ficaria
assim jogado no teu regaço ?
Por quantas noites tu despirias-te
aconchegando-te entre os meus braços ?
Por quantos sonhos eu trocaria
o teu lindo olhar, sob o mormaço ?
E mesmo o vinho que me deleita,
na tua boca se locupleta...
a mesma boca que eu fiz de taça,
sorvendo a seiva da tua graça...
Já sob a sombra fresca e serena,
já sêcas as gotas do nosso suor,
procuro e não acho razão melhor...
e permaneço assim calado
na frescura amena do teu amor.
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O sôpro da Liberdade
O sôpro da Liberdade
também veio das armas cansadas e
dos corpos que cairam
e adubaram terras d'Africa.
O sôpro da liberdade
veio das mães lamurientas
na vã espera dos filhos
que se foram pra não voltar...
O sôpro da Liberdade
simbolizado num cravo
precisa ser cultivado
e não se pode expirar.
O sôpro da Liberdade
é a nossa própria vida,
riqueza maior que temos.
(muitas vezes subtraida...)
O sôpro da Liberdade
tem que soprar para ti
e mesmo para quem pensa
que ela não faz falta aqui.
O sôpro da Liberdade
é de todos , de mais ninguém...
Se hoje privam-na, ao lado,
amanhã privam-na a ti também !
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Sonha o poeta
Tantas coisas o poeta diz
na sua radiosa loucura...
No peito uma flor de Lis
e na alma a esperança pura.
Um sonho não o abandona.
ou será um desejo insano ?
O que poderá vir à tona,
sendo o poeta um humano ?
Constrói castelos na areia,
Vê nas dunas o redemoinho,
sonha acordado e passeia
por imaginário caminho
Que o leve ao desconhecido
Que o sal na vida lhe ponha....
Sonha acordado o poeta
tão distante daquilo que sonha...
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